
Uma influência ainda presente
Em 2007 somos confrontados com Control, um filme Anton Corbijn baseado na autobiografia de Deborah Curtis, onde nos é apresentado o perfil de Ian Curtis desde o inicio da banda até ao seu suicídio, filme notável e com uma fotografia de fazer o queixo cair.
Nesse mesmo ano Grant Gee, já com experiencia a trabalhar com bandas como Radiohead (Radiohead: Meeting People Is Easy) e Blur (Tender), realiza Joy Division o documentário .
A Longa faz uma abordagem cronológica e profunda da banda de Manchester, diferente da que tivemos em Control (em vez de se centrar apenas no vocalista). Narrado e baseado em depoimentos dos elementos da própria banda e de outras pessoas que foram próximas ou conviveram com da banda e Ian Curtis, tais como produtores, fotógrafos, Jornalistas, designers etc. Deparamo-nos com um conjunto de informação que nos ajuda a perceber melhor o universo de Joy Division, desde a escolha e mudança enigmática de nome, até envolvência da música e estilo que criaram, como também o penetrar inquietante da força das suas letras e da análise progressiva gráfica das capas de Lps e álbuns. É também contada a visão, e maneira como a banda lidou com a morte de Ian e se reinventou, formando os New Order. Finaliza com um roteiro ao sítios onde a banda actuou e fez historia na cidade de Manchester, mostrando o antes e o depois.
Um documentário inicialmente dirigido a fãs da banda, mas que vai deixar curioso todo aquele que goste de musica, e de penetrar um pouco no passado para entender o presente.
Não Percam esta pérola.