da filosofia à ficção, retratando a realidade
publicado por santissimatrindade, em 23.10.09 às 21:19link do post | favorito


Liguei a televisão, alapei-me e meti dois à boca, o pêndulo da minha mente encontrara os prazeres do reino funji. Até que… Aqui vai:
-Olá! Eu sou o Cristo dos blogs, simplesmente omnipotente… - Dizia uma aldrabona que abria as golas armada em Messias. Era horrenda, vestia mal de cara e tinha uma crista galega que se descasava em pena. Roubou à grila uns óculos à Amália, não por causa da pinga, fora mesmo por mania e gosto fatigante. Bem, deixemos para trás a colecção Arrepios e pesadelos trimestrais, vou mostrar-me solidário com todos os que usam penico e menstruar numa caneca de porcelana.
Persiana abriu o frigorífico e comeu tuli creme fora da validade, não tinha bolor e estava tão cremoso… uma calamidade! Hum, as tardes que me deslumbrei com a língua em tuli creme… Tuli, Tuli, Tuli, Tuli creme! Que bombom no meu pão! Cheguei a besuntar-me com ele a ver o programa do António Sala, durante isso pensava em apertar o nariz do Júlio Isidro entre las piernas… O mais estranho de tudo, era o facto de apenas me excitar, se imaginasse tudo em espanhol … cosas de locas …yo adoraba una nariganga arrebitada. Foi a minha tara durante alguns meses, que terminou quando um narigudo engravatado me encheu os púbicos de muco nasal.
No fundo do tanque por entre os degraus da água fecundada, ainda existe sabão misturado com seiva e algumas moedas caídas do bolso da ganga. Lembro-me da música do anúncio dos tampões, a intrujona e seus bacios fervendo em ácidos, despojadas de inteligência e espojadas no relvado mirando o vazio das nuvens.
Sacos pretos transportam três humanos em puzzle - a consequência do cãozinho, que era um simples lambe cricas. Que ternura de história… Uma mãe engolida em ciúme canino, decidiu podar os braços das filhas, dando vida ao plano do seu gato, que por sua vez havia subornado o cão com salsichas (do) Isidoro.
Nélia misturou enxofre no pó de arroz, deixando-o de tal maneira desvitalizado, a ponto de nem o Paião lhe pegar. O Milu do Tintim bem podia vir ajudar-me e a lamber o tulicreme que caiu no chão … baratas na gaveta da cómoda devoram as amêndoas do meu casamento. Esperei e dissequei mas não choveram sapos, simplesmente nevou ignorância. Hoje é como se dormisse ao relento.
Carlota vestiu-se para matar, telefonou a vários repórteres, depois esticou o pescoço afiou o olhar e recitou um hino aos delinquentes.
-Está na hora de os esmagar com migalhas! Ergam-se invés de serem dominados por vergas.
Pouso o copo já sem vodka, o comando cai e desliga a televisão. Senti um silêncio que vestia tronco nu vindo da cozinha, projectava flatulências que emergiam um eco por entre a porta aberta do frigorífico. Então percebi que a besta do meu marido chegava da rua, tão ou mais bêbado que eu, levantei-me e disse:
-Américo! És um carrasco, não tens nenhum respeito por mim, isto são horas de chegar a casa?
Eram 5inco da manhã e queria matá-lo!
 

texto: Aurélia Maia

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