da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 08.09.08 às 03:24link do post | favorito



Beleza irrefutável

O Realizador indiano Tarsem Singh estreou-se no cinema com “The Cell - A Cela”, após ter realizado videoclipes como “Losing my Religion” dos R.E.M, entre outros trabalhos do tipo. Agora reaparece na tela com a segunda longa-metragem The Fall, contando com o apoio dos cineastas David Fincher (Fight Club) e Spike Jonze (Being John Malkovich), ambos vindos do universo dos videoclipes. O filme já tinha sido apresentado na 40ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Sitges (Cataluña, nordeste) arrecadando o prémio de melhor filme, foi rodado em cenários naturais de 23 países sendo ambientado num cenário vintage na Hollywood dos anos 20.

A Sinopse: Internados num hospital, um homem (Roy) e uma criança (Alexandria) usam a imaginação como maneira de enfrentar o estado convalescente no qual se encontram. Roy conta a Alexandria a historia mais original alguma vez contada (um épico segundo ele), repleta de personagens muito peculiares e um mundo a descobrir. Ambos acabam por criar laços de amizade e partilham experiências surpreendentes e marcantes.

Ao entrarmos em The Fall somos imediatamente confrontados desde o início com uma fotografia límpida que nos incendeia o olhar com toda a sua beleza, afirmo mesmo que é melhores fotografias que já vi nos últimos anos. Já argumento apela á simplicidade construindo algo megalómano, criando uma ponte entre o real e o imaginário, semeando uma envolvência com as personagens do épico e estacionando-se nas duas personagens centrais. A delicadeza com que se desenvolve o enredo é profundamente simbólica e humana, fazendo renascer em nós os sentimentos de pureza da nossa infância, já em nós adormecidos (deixando em nós uma certa nostalgia).
 
O elenco central Lee Pace (Roy) e a Catinca Untaru (Alexandria) merecem um destaque pela envolvência e entrega às personagens, mas principalmente Catinca , uma pequena actriz romena que se estreia em grande no grande ecrã.
 Um filme que nos leva a cenários em constante mudança, sempre magníficos e de beleza irrefutável, deixando-nos irresolutos, sendo cenários naturais e não recriação de computador.
Se me pedissem que resumisse o filme a uma expressão eu diria: Beleza elevada ao expoente.

O filme não tem data de estreia marcada, mas decerto que um projecto desta magnitude estreará por cá daqui a uns meses, mas vocês arranjam antes.
 

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o meu ego está:

m. a 8 de Outubro de 2008 às 22:40
Olá!
Antes de mais, parabéns pelo blog. Está interessante e divertido, ao mesmo tempo!
Não pude deixar de comentar porque também adorei este filme.. é uma alucinação deliciosa! um autêntico mimo à imaginação!

Um beijinho à trindade,
m.

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