da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 26.07.08 às 12:22link do post | favorito

Em plena Guerra Fria existiu um homem que prontamente lutou contra a divisão dos povos no mundo inteiro... Existiu um homem cuja politica externa era muito mais do que dominio imperial, um homem que acreditava na união dos povos e por ser lider de uma superpotência prontamente foi afastado (diga-se assassinado) pelos supremos senhores do lado desconhecido da sociedade, os vigilantes...

Falo de John F. Kennedy! Falo do homem que conseguia unir brancos e negros, pobres e ricos, emigrantes e nacionais, republicanos e democráticos... Falo do homem que poderia ter mudado o mundo não fosse ele controlado por entidades superiores.
Este homem em 26 de Junho de 1963 (assassinado a 22 de Novembro) conseguiu dar o grande discurso externo da sua curta carreira como presidente dos EUA. Foi em Berlin Ocidental, poucos meses depois da construção do Muro de Berlin, onde este se considerou Berlinês, inflamou a audiência com um discurso de igualdade e fraternidade entre os povos..

Pois bem... 45 anos (!) depois a América têm alguém, acredite-se no poder real ou não, capaz de pelo menos voltar a dar a sensação ao mundo de que somos capazes, de que somos todos iguais, de que somos todos seres humanos, que não faz sentido esta divisão entre ricos e pobres, entre culturas...

Barack Hussein Obama!

A Humanidade precisa de um líder, os homens precisam sempre alguém que nos confira segurança, bem estar emocional, social. Na grande generalidade dos casos este papel é assumido por politicos corruptos ou então muito habilmente somos bombardeados por teologias vazias cujo único papel é mesmo o conforto que trazem devido á fé.

Pois bem, eu acredito e esta é uma convicção politica (do pouco que acredito no sistema politico) e pessoal que este negro irá conseguir mudar muitas mentalidades. Jamais irá mudar o mundo, não o deixariam, seria também assassinado em clara semelhança ao seu inspirador.

A 26 de Julho de 2008, quase meio século depois, Obama uniu 200 mil pessoas precisamente ás portas do local onde outrora foi dividido o mundo com um muro xenófobo e inflamou toda a audiência com um claro, "Eu sou um cidadão do mundo!" em forte alusão á igualdade.

Obama ainda não é presidente, pode mesmo nunca vir a sê-lo, pode mesmo vir a sê-lo e ser mais um, exactamente igual a toda a escumalhada que um pouco por todo o planeta se têm visto... Mas... Eu sou um homem positivo, de fés, de crença que a verdade, a igualdade no dia do juízo final triunfará... Eu acredito que é possível mudar algumas coisas, acredito que é um começo para toda a humanidade...

Não precisavamos todos nós de algo assim fresco, diferente? Não precisará a humanidade de um novo Messias que nos caracterize de novo?
Será por aqui...??? NÃO! Não me acredito mas é um inicio...
Lá estará a história depois para ajustar contas e oferecer-te o papel de grande homem ou... De apenas mais um...!

o meu ego está:

santissimatrindade a 27 de Julho de 2008 às 04:52
Que perda de tempo, que falta de sintonia e estupidez abusiva ...

Acreditas mesmo nisso?

Raul a 27 de Julho de 2008 às 23:08
Apesar do meu respeito pelo que é comentado neste artigo, não posso deixar de apontar alguns erros em que assentam certos pontos de vista nele expostos.
Estamos de acordo quanto a uma humanidade que talvez como nunca na sua história, precisa urgentemente de esperança; estamos de acordo quanto a uma humanidade cuja maioria, por não se saber governar a si própria, continua a mendigar a esperança aos pés de qualquer líder ou messias e talvez por isso, a política seja um mal necessário ou na melhor das esperanças, um mal provisório.
Quanto ao senhor Obama, caso seja eleito, não será mais de que um boneco a representar o papel que lhe é atríbuido no ãmbito da política americana. Com o mandato de Bush junior e sob o pretexto de ameaças terroristas eminentes, a máquina militar americana mostrou de novo os dentes ao mundo. No Afeganistão e no Iraque, os projectos para óleodutos e bases militares não permitem uma retirada total das tropas americanas destes paises é pura fachada, com Obama ou sem Obama. Nestes últimos anos, a américa de Bush deixou uma imagem muito negativa ao mundo e isso é bem vísivel. O papel que caberá a Obama caso seja eleito, será o do bom cordeiro, o homem de olhar fraterno escolhido com o rigor de um casting; Obama é o
“ have a dream”de Luther King, o prometido presidente negro tão anunciado nos filmes de Hollyood. Há um polvo de interesses e interesseiros por trás do palco para quem chegou o momento de publicitar uma América fraterna, voltada para a igualdade e para a paz para acalmar os medos deixados pelas cowboiadas de Bush. É pela necessidade do mundo voltar a acreditar na América que Obama cumprirá o seu papel na personificação do cordeirinho bom que exibe no facto de ser negro, uma américa pluralista.
Tudo isto é tão bem montado para nos devolver a esperança que até o meu amigo, que considero pessoa atenta, foi capaz de cair neste engodo estético e emocional.
Quanto á esperança, é dentro de nós que a devemos procurar e não em políticos ou icons de qualquer especie, sobrtetudo quando estes são claramente uma fraude.
Com amizade…



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