da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 27.05.08 às 00:48link do post | favorito

 

Teresa não era uma mulher qualquer! Teresa era a divina das meretrizes, sombreando-se por caminhos derretidos como ouro na sua forma mais pura, era mulher e mãe. Era a mulher!

Era mais que corpo, não era vender, era um patrocinio em que o seu ser deixava de ser seu e passava a ser comum. Era uma troca. Banal.

Falemos de trocas.

Até onde é capaz o errante humano caminhar para se sentir satisfeito, sem necessidades? Qual será o grau de satisfação máximo para a alma? Trocar é dar e receber. Trocar é comprar e vender. Trocar é jogar. Trocar é contratar. Trocar por um preço! Qual o valor que merecemos? Até que ponto estamos dispostos a ir?

Trocas era o que não faltava naquela mansão burguesa do séc XVIII. Teresa era mãe de 2 filhos, Jacques e Stephanie. Teresa era viúva de um conhecido duque da nobre invicta. Teresa era responsabilidade em si mesma e há muito que não deixava por menos o dom de ser protectora. Por vezes e para equilibrar o culto dos excessos e da boémia tinha que se ser um pouco astuta. As festas revolucionárias que os condes davam eu seu nome, e com seu dinheiro diga-se, não se pagavam sozinhas... Não era assim tão árdua tarefa...

Teresa foi capaz de corromper seus valores, não se sentiu satisfeita em seus desejos. Ela quis mais, quis melhor e quis mal... Foi o espéctro de toda a sociedade actual, quis emergir em toda a sua potência, quis se juntar á nata real. Não se vendeu! Concessionou...

É notório até onde somos capazes de ir e nada afectará a noção que o nosso valor nunca será suficientemente reconhecido. Não para nós! Não no passado. Não agora! Deixar para trás séculos de tradição aristrocática e cristã, educações ao nível da perfeição, prestigio puro só de ler o Sobrenome não foi fácil. Mas foi feito. Porque era menos penoso Teresa açoitar-se com os nobres do que vender as pratas da familia. Seria uma ínfame. Assim é apenas uma mulher. Do mais feminino que temos encontrado.

Somos capazes de tudo. Somos capazes do mal. Somos capazes do impensável. Sabe bem. É vertigem, é  velocidade. Por muito que tentemos padronizar toda a gente, seremos seres portadores do géne do poder, do estatuto, da competição, da ambição desmedida. Somos capazes de matar e morrer, de roubar e depois desaparecer. Somos nós. E adoramos.

Teresa não era uma mulher qualquer! Teresa era a divina das prostitutas e gostava!
Não gostamos todos?


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