da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 26.05.08 às 00:28link do post | favorito


 

Há uma quantidade de textos inacabados que aclamam por enigmas e arrastam consigo um pouco de cinzas acabando por nos fartar ao nos asfixiar a dor. Já em redor tudo parece equacionar-se ao nada, carrego no botão de pausa trazendo então alguma tranquilidade, que por sinal é apenas metódica ou mesmo metafísica. Debaixo de uma escada encontro uma passagem para um campo de cereal, onde espigas transbordam pela cana de milho acima, exibindo a sua inflorescência indefinida, até que o sol lhes tire a virgindade com o penetrar dos raios, e lhe dê por fim o propósito da sua existência. Peça a peça em torno de seu eixo, vai perdendo o efeito das gramíneas, encontrando-se agora perante um deus que não perdoa e seu destino é tão indefinido como propício, quase como estar em penitência de costas para o rio e morrer de sede ou afogado na areia.

Catapultando vozes que me amedrontam põe-me em direcção à metrópole da desgraça, onde se estendem carcaças cobertas de lava e caos humanos em cada pormenor, o desterro pelo qual passamos é nada igualado ao infortúnio a que criamos em torno do mundo. O homem criou e arrastou miséria e desgraça atrás de si, não se contentando em destruir o planeta 5 querendo expandir-se por todo o universo. A vontade do homem é insaciável em todos os campos a única maneira de o parar é só mesmo o apocalipse. E a este ritmo o humano não vai precisar de uma graça divina para ter um apocalipse, pois ele próprio tem cavado a sua sepultura.


O bímano anseia pelo fim do seu propósito.





 

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