da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 08.09.09 às 03:41link do post | favorito

 

Com o salto, trepei os paralelos do adro da igreja,
neste havia malvas e fionho para espantar a inveja.
Entrei na casa do senhor e benzi-me com a bendita,
nas paredes do templo fui observada como maldita.

Corina dirigiu-se ao altar e leu S. Paulo aos Coríntios,
Orou frente ao padre e xales negros lamentavam os ímpios.
Ao centro S. Miguel petrificado degolava um demónio,
mais cólera no olhar, tinha o seu compatriota Sto. António.

Os mantos do altar reluziam luxúria e sustinham pudor,
As santas, cobertas de vestes fúteis, suspiravam de dor.
Cristo, estendido, nas costas do sacerdote, parecia um cabrito,
Pronto para a festa, para forçar a fé ao soar de um grito.

Deixando-me de fanatismos, vou directa ao que interessa.
Na ala dos homens, olhares devoradores pediam-me remessa.
Descobri na missa um mercado, do nada, angariei vários clientes,
Pedem-me afecto e moinhos de prazer, mas raramente são crentes.

 

Texto e ilustração: Aurelia Maia
 

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