da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 02.09.09 às 18:58link do post | favorito

 

Lars Von Trier é considerado uma lenda do cinema independente europeu, não é a toa que a sua obra é das mais complexas do cinema contemporâneo, na sua vasta filmografia encontramos clássicos como Europa (1991), Breaking Waves (1996), The Idiots (1998), Dancer in The Dark (2000), Dogville (2003) entre muitos outros.
O seu último filme chama-se Antichrist , é o projecto mais polémico da sua carreira, em Cannes conseguiu o prémio de melhor actriz, devido a prestação da  francesa Charlotte Gainsbourg,  sendo a  produção que mais controvérsia causou  no festival, ao mostrar cenas perturbadoras de sexo e mutilação.
 Um filme que vai dividir muitas opiniões, onde o caos sobrevoa o enredo cru e carregado de imagens fortes, consideradas para muitos inadmissíveis no cinema. Mergulhado na tragédia e na depressão torna-se absurdamente metafórico, no entanto é bastante lúcido e transporta consigo paz e inquietação simultaneamente, tanto em termos visuais como narrativos.
O surrealismo e a forte componente sexual violentam-nos constantemente a cada capítulo do filme, mas é a tragédia no fundo que ilumina Antichrist, uma obra repleto simbolismo, com uma entrega de elenco assustadora, e esteticamente com quadros dos mais belos alguma vez criados na sétima arte.
Decapitem os medos, a arte tem muitas formas de se manifestar, Antichrist não é um filme fácil nem convencional, mas uma mente isenta de tabus e aberta à arte, encontrará nele uma experiência sinistra e inesquecível.

 

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