da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 13.07.09 às 22:28link do post | favorito

 

Foi atrás das giestas que perdi a virgindade,
Era jovem, acabava de entrar na puberdade.
No inicio pensava que era apenas um jogo,
De facto há muito que andava com fogo.
Uma tocha que ia subindo pelas pernas,
abrasando-me como aguardente das tabernas.
Isidro convidou-me a dar um banho no rio,
Parecia encontrar o cheiro do meu cio.
Senti-o, e arrulhei com prazer e formosura,
Sempre como uma madama, sem perder compostura.
Os meus vasos sanguíneos pareciam saltões
E após o sucedido, passei a tarde sem comichões.
Desfruí com o Tó num tanque cheio de água,
Ainda que Isidro me quedasse com mágoa.
Usufruí de um orgasmo numa caravana em movimento,
Revivendo ser atravessada na sacristia por um sargento.
Calma aí que não sou nenhuma rameira,
embora seja fruída sem eira nem beira.
Considero-me uma mulher devota do coito,
Até agora já fui possuida por oitenta e oito.
Sinto um paladar dissemelhante e fragrâncias de jasmim,
Lembra-te que faço tudo para te conjecturar dentro de mim.

Texto e Fotografia: Aurelia Maia
 

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