da filosofia à ficção, retratando a realidade
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publicado por santissimatrindade, em 18.09.08 às 02:23link do post | favorito


Parábolas incandescentes


Semeando pedaços de mim mesmo nas pedras da calçada, vejo ao pestanejar um licor encarnado ser libertado a cada caminhada, escoando-se como as virtudes da abastada podridão humana.
Rasgos espessos controlam o penetrar da minha dor, criando uma certa sensação,  como se uma mistura de fel com o leite de um figo verde espalhado pela nossa pele.
 A alegoria que formigas fazem dentro e fora da minha boca é como um arraial da Nossa Senhora da Assunção, cheio de fiéis histéricas que aguardam o apagar da última vela da procissão, para então esfregarem suas coxas no enchumaço dos fidalgos ao som da música e de seu impulso sexual.
Um penico virado ao avesso e ainda a feder, torna-se responsável pela minha queda, vejo me então a ser catapultado (por momentos consegui sobrevoar até bater com as fuças no chão e partir o pescoço), rebolando e a pintar cada vez mais o chão de vermelho, fico totalmente estendido, mas sorrindo para o azul do céu.
 Espojado no chão avisto uma fachada de granito de um casarão que ardera durante uma revolução do povo, juntamente com as burguesas que lá habitavam.
Consumindo todos estes momentos, de repente oiço nos paralelos alguém a bater-me à porta e ao fechar os olhos vejo então uma porta a abrir.  
 

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o meu ego está:

Anónimo a 13 de Novembro de 2008 às 01:24
vou beber uma garrafa de vodka e vou reler isto...

OMG!!!

:D

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